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"Para os erros há perdão;
Para os fracassos, chance;
Para os amores impossíveis, tempo..."
Poliamor
O poliamor como opção ou modo de vida defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com várias/os parceiras/os simultaneamente.
No Poliamor uma pessoa pode amar seu parceiro fixo e amar também as pessoas com quem tem relacionamentos extraconjugais ou até mesmo ter relacionamentos amorosos múltiplos em que há sentimento de amor recíproco entre todas as partes envolvidas. Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente.
O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. A idéia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação sexual.
Formas de Poliamor
Formas de Poliamor incluem:
- Polifidelidade, que envolve múltiplas relações românticas com contactos sexuais restritos a parceiros específicos do grupo.
- Sub-relacionamentos, que distinguem entre relações "primárias" e "secundárias" (um exemplo são a maioria dos casamentos abertos)
- Poligamia (poliginia e poliandria), na qual uma pessoa casa com diversas pessoas (que podem ou não elas próprias estarem casadas ou terem relações românticas entre elas).
- Relações em Grupo (no Brasil: "Relações Grupais") e casamento em grupo, em que todos se consideram associados de forma equalitária, popularizado até certo ponto por Robert A. Heinlein (em romances como Stranger in a Strange Land e The Moon Is a Harsh Mistress), por Robert Rimmer e ainda por Starhawk nos seus livros The Fifth Sacred Thing (1993) and Walking to Mercury (1997).
- Redes de relacionamentos interconectados, em que uma pessoa em particular pode ter relações de diversas naturezas e grau com diversas pessoas.
- Relações Mono/Poli em que um parceiro é monogâmico mas concorda com que o outro tenha relações exteriores.
- Os chamados acordos "geométricos", que são descritos de acordo com o número de pessoas envolvidas e pelas suas ligações. Exemplos disto incluem "trios" e "quadras", assim como as geometrias "V" e "N". O elemento comum de uma relação V é algumas vezes referido como "pivot" ou "charneira", e os parceiros ligados indirectamente são referidos como os "braços". Os parceiros braço estão ligados de forma mais clara com o parceiro pivot do que entre si. Situação contrastante com o "triângulo", em que todos os 3 parceiros estão ligados de forma equitativa. Um trio pode ser um "V" , um triângulo, ou um "T" (um casal com uma relação estreita entre si e uma relação mais ténue com o terceiro), e a geometria da relação pode variar ao longo do tempo.
Algumas pessoas em relações sexuais e/ou emocionais exclusivas podem mesmo assim auto-intitular-se de poliamorosas, se tiverem laços emocionais relevantes com outras pessoas. Adicionalmente, pessoas que se descrevem como poliamorosas podem entrar em relações monogâmicas com um determinado parceiro, quer por terem negociado a situação, quer por se sentirem bem com a situação monogâmica com aquele parceiro em particular.
"Relações Abertas"
Uma Relação Aberta indica uma relação (usualmente entre duas pessoas) em que os participantes são livres de terem outros parceiros; se o casal que escolhe esta alternativa é casado, então é um casamento aberto. "Relação aberta" e "poliamor" não são sinónimos. Em termos genéricos "aberto" refere-se a questões sexuais de uma relação não-fechada, enquanto que o poliamor envolve a extensão da relação ao permitir que se criem laços (que podem ser sexuais ou de outra natureza) como complemento da relação estável:
- Alguns relacionamentos definem regras restritas (e.g. polifidelidade); estas relações são poliamorosas, mas não abertas.
- Alguns relacionamentos permitem sexo fora da relação primária, mas não uma ligação emocional (e.g. como no swing); estas relações são abertas, mas não poliamorosas
- Alguns poliamorosos não aceitam as dicotomias de "estar numa relação/não estar numa relação" e "parceiros/não parceiros". Sem esta separação não faz sentido classificar uma relação de "aberta" ou "fechada".
- Alguns poliamorosos consideram o "poliamor" como a sua orientação filosófica -- acreditam ser capazes e desejosos de terem múltiplos amores -- enquanto que o termo "relação aberta" é usada de uma forma logística: ou seja, uma forma de implementar ou expressar o seu poliamor. Desta forma diriam de si próprios "Eu sou uma pessoa poliamorosa; o meu parceiro principal e eu temos uma relação aberta (com as seguintes regras base)..."
Outras formas não-monogâmicas (e não necessariamente poliamor) de relacionamento estão listadas em poli relacionamento.
Filmes
"Poliamore" (Português: Poliamor) (http://www.poliamore.com) Longa-Metragem produzida pela Produtora Groovy Filmes (http://www.groovyfilmes.com) em co-produção com Brasil, México e Argentina, de Rodrigo Rueda Terrazas, Mariana Pedroza e Frandu Almeida (2006)
"Y tu mamá también" um filme de Alfonso Cuarón (2001) ((en)) Y tu mamá también no Internet Movie Database
"Demasiada Carne" (PT), "À Flor da Pele" (BR) um filme de Pascal Arnold e Jean-Marc Barr (2000) ((en)) Too Much Flesh no Internet Movie Database
A Última Tentacão de Cristo um romance de Nikos Kazantzakis (1966), filme de Martín Scorcesse (1988) ((en)) The Last Temptation of Christ no Internet Movie Database
"Threesome" (Português:Três formas de amar) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Threesome_%28filme%29) link da própia wikipedia, lançado em 1994, teve a direção de Andrew Fleming.

No poliamor, a pessoa tem mais de um relacionamento
Eles permitem-se mais de um relacionamento amoroso simultâneo, não vêem o sexo como a base de uma relação, seguem o impulso natural do ser humano de se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo e não sentem ciúme. Se você acha que esta descrição parece mais um roteiro de comédia romântica se enganou. Trata-se de uma real e diferente maneira de amar chamada de "poliamor", que descreve relações amorosas que recusam a monogamia como princípio ou necessidade.
A advogada Lindsay Sallete Custódio, 27 anos, afirma ser uma poliamorista assumida, já que sempre foi contrária à monagamia. De acordo com ela, uma só pessoa não é capaz de complementar a outra em todos os aspectos e nem pode ser obrigada a carregar esta responsabilidade ao longo da vida.
"Já permiti que um ex-namorado tivesse um relacionamento com outra pessoa. Também não me incomodaria, nem me sentiria culpada, em conhecer outra pessoa, assim como adoraria que aceitassem o fato de eu poder me relacionar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo", conta a advogada. "Sei que a maioria das pessoas não aceita este tipo de comportamento, seja por razões religiosas ou devido à errônea crença de que amor requer exclusividade", acrescenta.
Segundo a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora do livro A Cama na Varanda, que possui um capítulo dedicado especialmente ao sentimento poliamorista, o amor romântico, calcado na idealização de que uma pessoa pode completar outra e que os dois parceiros vão se transformar numa só pessoa, está saindo de cena e levando com ele a exigência de exclusividade, resultando no chamado poliamor.
Regina explica que os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. "Para eles, o poliamor pressupõe uma total honestidade dentro da relação", conta a psicanalista e sexóloga.
Para o músico Ernesto* (que não quis revelar seu nome verdadeiro), 28 anos, o poliamor é um treinamento para liquidar o ciúme possessivo. "É uma alternativa de relacionamento diante dos padrões que ainda seguimos", declara o músico.
Casado há três anos e três meses, Ernesto* conta que apesar de ter muita simpatia por este tipo de relacionamento e de conversar exaustivamente com a sua mulher sobre o assunto, eles ainda não conseguiram se tornar um casal "poliamorista praticante", embora julguem ter uma liberdade bem maior do que os casais tradicionais.
"A maior vantagem do poliamor é a sinceridade. Ser sincero com você mesmo e com seu parceiro. As pessoas se dividem em dois grupos: as que traem e as que não traem mas sentem vontade. No primeiro caso, você está mentindo para a pessoa com quem deveria ser o mais leal possível. No segundo caso, você está sendo desleal com você mesmo. Se você ama uma pessoa incondicionalmente, quer que ela seja feliz", diz Ernesto*.
O escritor e consultor de Recursos Humanos Igor Rafailov concorda que no casal poliamorista há mais negociação e cumplicidade. "O amor não necessita ser monopolizado na monogamia. No poliamor você tem clareza dos sentimentos, paz de espírito afetivo e está longe da solidão sempre, além de reduzir as frustrações e magoas nas relações", comenta Rafailov.
A escritora Regina Navarro Lins conta que o poliamor existe como movimento organizado nos Estados Unidos há mais de 20 anos. Ela ainda explica que em novembro de 2005 foi realizada a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor em Hamburgo, Alemanha.
Segundo Regina, um dos principais motivos para que o poliamor ganhe cada vez mais adeptos é porque um amor baseado na amizade e no companheirismo está surgindo, além de que a cada dia há menos idealização do outro e você pode se relacionar com a pessoa do jeito que ela é. "Sem a idéia de encontrar alguém que te complete, abre-se um espaço para outros tipos de relacionamento, com a possibilidade de se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo", enfatiza Regina.
Não existe idealização do parceiro
Uma pessoa poliamorista não aceita a idéia de que o parceiro possa completá-la de todas as maneiras e nem mesmo que os dois vão se transformar numa só pessoa. Por isso não exige exclusividade nas relações
O poliamor pressupõe honestidade
Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. Para eles, o poliamor pressupõe uma total honestidade dentro da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela.
O poliamor vai além da relação sexual
A idéia principal do poliamor é admitir uma variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão além da mera relação sexual. Para os poliamoristas o sexo é visto apenas como complemento secundário e o relacionamento amoroso como o fator primordial para que a pessoa se sinta muito mais feliz e completa.
Poliamor é diferente de poligamia
Poligamia é o casamento de uma pessoa com várias outras simultaneamente. Poliamor é você amar e ser amado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
O poliamor requer controle do ciúme
Para os poliamoristas, o amor não precisa ser monopolizado na monogamia. É um exercício diário para aprender a lidar com o ciúmes e saber dividir o relacionamento com várias pessoas ao mesmo tempo.
No poliamor não existe o conceito de traição
Traição, na opinião dos praticantes do poliamor, é sinônimo de posse, e amor verdadeiro não requer possessividade e sim liberdade. O fato do parceiro vir a se sentir atraído ou até mesmo amar outra pessoa não significa que esteja deixando de amar seu primeiro companheiro e sim que encontrou em outra pessoa outra característica que lhe agrada e que o complementa
Vantagens do poliamor, segundo os poliamoristas
Redução de estresse (já que não é preciso mentir para ter o outro em sua vida). Pode-se fazer economia doméstica, já que a relação pode envolver mais de duas pessoas. Maior satisfação sexual, aprendizado de tolerância, clareza dos sentimentos, paz de espírito afetivo e educação conjunta de filhos.
Desvantagens do poliamor, segundo os poliamoristas
A casa fica maior, é necessário ter habilidade de negociação, aprender a lidar com o repúdio e incredulidade social, nem sempre é fácil liquidar o ciúme e o sentimento de posse.