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Entenda o que acontece quando estamos apaixonados.
Nesta viagem pelo corpo humano, começamos no útero de nossas mães, demos os primeiros passos, atingimos a puberdade, a adolescência e nos tornamos adultos.
Podemos encontrar o amor em qualquer lugar, até no trabalho. De repente, alguém nos parece muito mais interessante do que os outros. Os românticos dizem que estar apaixonado é um capricho do coração. Mas, na verdade, o segredo da paixão se acha guardado no interior, lá no fundo de nosso nariz.
No nariz, os nervos olfativos fazem mais do que reconhecer os cheiros dos ambientes. Sem percebermos, eles também detectam e analisam as características de uma substância química liberada junto com o suor das pessoas que nos cercam: os ferormônios.
Por incrível que pareça, os ferormônios carregam informações detalhadas sobre nossa genética, saúde e capacidade de resistir a doenças.
Na hora da paquera, o cérebro analisa esses sinais para nos ajudar a escolher a pessoa com os melhores genes, que aumentem as chances de sobrevivência dos filhos que estarão por vir.
Apaixonar-se é muito mais do que viver emoções intensas. A paixão é química. Quando avistamos a pessoa querida, liberamos adrenalina na circulação. Por trás de um olhar apaixonado, está sempre uma descarga de adrenalina. O coração bate descompassado. Perdemos o sono.
Na medida em que o namoro avança e nos arrebata, entra em cena a dopamina, um neurotransmissor que nos traz sensação de bem estar. A dopamina é tão potente quanto a cocaína. Ela nos leva à euforia e causa dependência. Queremos ficar cada vez mais perto da pessoa amada.
Ocasionalmente, depois de um tempo juntos, pensamos em atingir os estágios mais profundos da relação amorosa: compromisso, casamento e, quem sabe, filhos. Apostamos em um relacionamento para durar a vida inteira. E, quem diria: até nossas futuras bodas de ouro dependerão de substâncias químicas.
O relacionamento íntimo e duradouro só existirá se a química for favorável. Sexo não é apenas uma fonte de prazer ou um meio de ter filhos. Sexo causa encantamento e reforça a ligação entre os amantes.
Durante o orgasmo, nossas hipófises inundam a circulação com ocitocina: o hormônio que estreita laços afetivos. É o mesmo hormônio que liga o bebê à mãe. Quanto mais sexo, mais ocitocina, mais ligados à outra pessoa nos sentimos.
Alguns antropólogos acreditam que a ocitocina é a grande responsável por manter pais e mães unidos, enquanto criam os filhos. União importante para garantir a sobrevivência das crianças. Sem ela, talvez a espécie humana não teria chegado aos dias atuais.
Camões! Guimarães! Dorival Caymmi! Erich Fromm! Socorro!!! Alguém me ajuda a decifrar ou a colocar em palavras, ou ainda, tirar, deixar sair um pouco DISSO d mim, da inominável e ao mesmo tempo tão falada, banalizada (não! D jeito nenhum!) experiência do AMOR... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!!!!!! Só tenho vontade d gritar... (criança?)... e d fugir correndo ou d abraçar imenso o infinito e terno colo do meu amor (ter um é d uma alegria indolente! - como dizemos na peça). Parece q o único querer (ficar junto, junto, junto, sentindo uma presença enooorme, um todo preenchido!), se não acontece, desperta todos os quereres inversos numa tentativa coitada d armadurar-se (ou seria "amar-durar"?). Cria-se então uma outra sensibilidade, facilmente ferível tão quão facilmente encantável! Me espanta isso! Começam mais quereres. Os que eram simples ficam grandes qndo tem d se transformarem em provas d amor! E daí é o q se vê: falta o ar e o medo sobra qndo ele precisa ser negado d alguma forma. E me livro do machucar, brigar, magoar. Ôôôô... pára com isso! Uma raiva dolorida, q faria d td pra deixar d ser raiva, se desmancha depois d um carinho paciente, d uma atenção gratuita e fatalmente, diante d um olhar entregue! Inebriado! Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh faço d tudo por outro olhar daqueles! "Inebria, entontece... é fascinação, aaaaamor!!!" PUTA Q PARIU! É essa a terrível e poderosa sensação d vc faria d td, d td mesmo pelo primeiro querer. Q é mais fácil, lúcido até. A coragem é toda. Inabalável num tanto q vive as tristezas todas bem triste, mas cuma firmeza dura d bonita! E vou t falar: a minha coragem é "muito gentil e preguiçosa... Sempre só depois do final acontecido era q a gente reconhecia como tinha sido homem no acontecer." Amor... "a gente só sabe bem aquilo q não entende".
Tenho uma certeza certa: gosto. Não q eu goste d gostar, mas gosto. D um jeito (fico boba d ver!) quase... patriótico! Parece q com um num-sei-o-quê-de-quê q tô defendendo alguma causa! Nossa! Vamo fazer passeata na Paulistaaa!! Eeeeee!!! Dançando ainda! Com uma flor no cabelo!!! Num vestido romântico e com aquela cara patética e atitude deprimente d ridícula! Ah! Move as montanhinhas q eu cômodamente havia parado em nome d uma tranqüilidade construída (não falsa! verdadeira, só construída... não... CONQUISTADA eu diria). "E - engraçado dizer - a gente apreciava aquilo. Dava uma esperança forte." Tão bonito é qndo a gente vê a figura desejada. Q ridículo! É adorável: faz cósquinhas no peito! Hahahahaha... e se quer sumir logo em seguida, com medo d q não dê pra conter, q fique mais ridículo ainda e principalmente, q o dito cujo perceba... ahhhh pára com isso d novo! O maior desejo da boca é o beijo! Quem foi o infeliz q inventou esse comportamento (q se faz necessário! Me dá o tempo d achar uma serenidade prum olhar mais sensível, sincero, menos atropelado pra coisa) d se fazer d difícil?! Num é nem d se fazer d difícil, é não deixar escapar o todo do sentimento, parece q é deixar o ouro pro momento mais merecido. Nossa, cada uma... num sabia, mas é isso q a gente deve raciocinar inconscientemente pra fazer o jogo no amor. Q preguiça... mas sim, é saudável até certo ponto, estimula! Afinal, a renúncia amorosa é garantia d amor (meio) eterno. Ter saudade da pessoa qndo se está com ela! E eu tenho, as saudades todas, caprichadas! É cruel e macio... macio. Todas as músicas (das mais inspiradas às mais bocós) começam a fazer sentido! Hahahaha me divirto até com essa tontice toda! Aí, tirei a sorte né: "amor lindo e sorte bela, é o que diz o Cupido. Terás com muita fartura o que tiveres pedido." Quaraquaquá!!! Deus nos ouça sr. Cupido! Me ver diferentemente disposta do disposta pelo amor d outra coisa. Ou numa indisposição arrazadora q tbm difere da indisposição d uma simples má vontade ou dorzinha acolá. É tudo, no mínimo, mobilizador! Tô gostando até d gostar então. Mesmo com as inseguranças e juventudes (como os arrebatamentos graves d ansiosos) mas ainda com as sabedorias todas. E vou permanecer, sem parar e quieta, paciente e ativa, esperando e agindo, forte, do tamanho do meu gostar, pra continuar... gostando.
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
Soneto 11 - Luís Vaz de Camões
"Ele era a minha neblina... o que hoje eu não entendo, naquele tempo eu já sabia." - João Guimarães Rosa