Como é perversa a juventude do meu coração!
Camões! Guimarães! Dorival Caymmi! Erich Fromm! Socorro!!! Alguém me ajuda a decifrar ou a colocar em palavras, ou ainda, tirar, deixar sair um pouco DISSO d mim, da inominável e ao mesmo tempo tão falada, banalizada (não! D jeito nenhum!) experiência do AMOR... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!!!!!! Só tenho vontade d gritar... (criança?)... e d fugir correndo ou d abraçar imenso o infinito e terno colo do meu amor (ter um é d uma alegria indolente! - como dizemos na peça). Parece q o único querer (ficar junto, junto, junto, sentindo uma presença enooorme, um todo preenchido!), se não acontece, desperta todos os quereres inversos numa tentativa coitada d armadurar-se (ou seria "amar-durar"?). Cria-se então uma outra sensibilidade, facilmente ferível tão quão facilmente encantável! Me espanta isso! Começam mais quereres. Os que eram simples ficam grandes qndo tem d se transformarem em provas d amor! E daí é o q se vê: falta o ar e o medo sobra qndo ele precisa ser negado d alguma forma. E me livro do machucar, brigar, magoar. Ôôôô... pára com isso! Uma raiva dolorida, q faria d td pra deixar d ser raiva, se desmancha depois d um carinho paciente, d uma atenção gratuita e fatalmente, diante d um olhar entregue! Inebriado! Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh faço d tudo por outro olhar daqueles! "Inebria, entontece... é fascinação, aaaaamor!!!" PUTA Q PARIU! É essa a terrível e poderosa sensação d vc faria d td, d td mesmo pelo primeiro querer. Q é mais fácil, lúcido até. A coragem é toda. Inabalável num tanto q vive as tristezas todas bem triste, mas cuma firmeza dura d bonita! E vou t falar: a minha coragem é "muito gentil e preguiçosa... Sempre só depois do final acontecido era q a gente reconhecia como tinha sido homem no acontecer." Amor... "a gente só sabe bem aquilo q não entende".
Tenho uma certeza certa: gosto. Não q eu goste d gostar, mas gosto. D um jeito (fico boba d ver!) quase... patriótico! Parece q com um num-sei-o-quê-de-quê q tô defendendo alguma causa! Nossa! Vamo fazer passeata na Paulistaaa!! Eeeeee!!! Dançando ainda! Com uma flor no cabelo!!! Num vestido romântico e com aquela cara patética e atitude deprimente d ridícula! Ah! Move as montanhinhas q eu cômodamente havia parado em nome d uma tranqüilidade construída (não falsa! verdadeira, só construída... não... CONQUISTADA eu diria). "E - engraçado dizer - a gente apreciava aquilo. Dava uma esperança forte." Tão bonito é qndo a gente vê a figura desejada. Q ridículo! É adorável: faz cósquinhas no peito! Hahahahaha... e se quer sumir logo em seguida, com medo d q não dê pra conter, q fique mais ridículo ainda e principalmente, q o dito cujo perceba... ahhhh pára com isso d novo! O maior desejo da boca é o beijo! Quem foi o infeliz q inventou esse comportamento (q se faz necessário! Me dá o tempo d achar uma serenidade prum olhar mais sensível, sincero, menos atropelado pra coisa) d se fazer d difícil?! Num é nem d se fazer d difícil, é não deixar escapar o todo do sentimento, parece q é deixar o ouro pro momento mais merecido. Nossa, cada uma... num sabia, mas é isso q a gente deve raciocinar inconscientemente pra fazer o jogo no amor. Q preguiça... mas sim, é saudável até certo ponto, estimula! Afinal, a renúncia amorosa é garantia d amor (meio) eterno. Ter saudade da pessoa qndo se está com ela! E eu tenho, as saudades todas, caprichadas! É cruel e macio... macio. Todas as músicas (das mais inspiradas às mais bocós) começam a fazer sentido! Hahahaha me divirto até com essa tontice toda! Aí, tirei a sorte né: "amor lindo e sorte bela, é o que diz o Cupido. Terás com muita fartura o que tiveres pedido." Quaraquaquá!!! Deus nos ouça sr. Cupido! Me ver diferentemente disposta do disposta pelo amor d outra coisa. Ou numa indisposição arrazadora q tbm difere da indisposição d uma simples má vontade ou dorzinha acolá. É tudo, no mínimo, mobilizador! Tô gostando até d gostar então. Mesmo com as inseguranças e juventudes (como os arrebatamentos graves d ansiosos) mas ainda com as sabedorias todas. E vou permanecer, sem parar e quieta, paciente e ativa, esperando e agindo, forte, do tamanho do meu gostar, pra continuar... gostando.
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
Soneto 11 - Luís Vaz de Camões
"Ele era a minha neblina... o que hoje eu não entendo, naquele tempo eu já sabia." - João Guimarães Rosa
Comments
Que liindo isso!
É um sentimento inexplicável!
adooro!
Um abraço pra vc.
;)