Como diria o mestre...
"Diz que deu, diz que dá Diz que Deus dará Não vou duvidar, ô nega E se Deus não dá Como é que vai ficar, ô nega Diz que deu, diz que dá E se Deus negar, ô nega Eu vou me indignar, e chega! Deus dará, Deus dará! Deus é um cara gozador, adora brincadeira Pois pra me jogar no mundo, tinha um mundo inteiro Mas achou muito engraçado me botar cabreiro Na barriga da miséria, eu nasci brasileiro Eu sou do Rio de Janeiro! Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio Pele e osso, simplesmente, quase sem recheio Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio Eu dou pernada a três por quatro, e nem me despenteio Que eu já tô de saco cheio! Deus me deu mão de veludo pra fazer carícia Deus me deu muitas saudades e muita preguiça Deus me deu pernas compridas e muita malícia Pra correr atrás de bola e fugir da polícia Um dia ainda sou notícia!"
(Partido Alto - Chico Buarque)
"Dar um novo início para si mesmo, uma nova chance
:: Bel Cesar ::Assim que as festas do final de ano terminam, começamos a nos preparar para retornar a nossa rotina diária. Mas algo dentro de nós ainda nos faz sentir diferentes: afinal, iniciamos um ano novo!
Lama Gangchen Rinpoche nos inspira a levar a sério este sentimento de renovação. Pois a cada começo temos uma real oportunidade de mudança. Ele nos lembra que a cada início estamos plantando uma nova semente. Se a semente for boa, há a chance de crescer. Se for fraca, mesmo tendo as melhores condições, ela não irá evoluir. Portanto, segundo ele, ao cuidarmos de nossas primeiras sementes do ano estaremos direcionando o nível energético de nossos próximos doze meses. Por isso, temos que aproveitar o início de ano para refletir sobre a chance de nos proporcionarmos um novo começo.
Não é óbvio começar. Devido ao automatismo com que seguimos nossos compromissos diários, pouco reconhecemos nossa capacidade de zerar para dar um novo início. Zerar a vida é uma decisão consciente, tomada quando resolvemos nos desprender da pesada carga que trazemos do passado.
À medida que nos soltamos da sobrecarga das emoções passadas, voltamos a nos sentir disponíveis para nós mesmos. Só quando amadurece em nós a decisão de nos desprendermos, de fato, do passado é que começamos a nos sentir livres, autoconfiantes e capazes de recomeçar.
Lama Gangchen nos incentiva a soltar as mágoas do passado de modo direto, sem lamentos ou delongas. Ele diz: "Às vezes não é possível pensar no passado pelos mecanismos naturais da memória. Temos que abandonar estas lembranças para viver o presente e nos dar a oportunidade de um novo futuro. Caso contrário, estaremos sempre recriando o passado. Temos que trabalhar para ativar nossas mentes maiores e abandonar as mentes menores".
Mente maior é aquela que está movida pela força de uma atitude mental positiva. Isto é, que lida com o mundo com abertura, aceitação e gentileza. Mas, infelizmente, estamos tão habituados a reagir, a desconfiar, a negar, que nem damos conta do quanto emanamos a energia de nossos ressentimentos passados quando nos comunicamos uns com os outros no presente.
Feridos, resistimos ao toque alheio quando negamos sua tentativa de aproximação. Em geral, evitamos escutar o que os outros têm para nos dizer, pois quando estamos reativos não temos espaço interior para escutá-los. Parece que já sabemos de antemão o que vamos ouvir e responder. Dizemos interiormente não antes mesmo do outro se expressar. Afinal, sob a tensão interna, precisamos nos defender tanto dos ataques autodestrutivos que lançamos sobre nós mesmos, quanto da hostilidade externa que reflete a mesma indisposição que o outro sente ao ser pressionado.
O mais curioso é que, na tentativa de dominar o desconhecido, queremos entender tudo, saber de tudo. Mas, claro, sem nos envolver. À medida que tememos ser tocados pelos outros, nos tornamos cada vez mais superficiais e pouco compromissados com a dor alheia.
Por isso, Rinpoche ressalta que é mais importante sentirmos o que ele tem para nos dizer do que entendê-lo. Ele nos lembra que hoje sofremos da falta do sentimento de compartilhar uma mesma experiência. Estamos isolados por nossas próprias mágoas.
Com esta atitude defensiva não temos condições de fluir e seguir em frente, muito menos de nos dar uma nova chance! O que fazer? O Lama nos dá um bom conselho: "Precisamos aprender a diminuir os problemas e aumentar as coisas boas. Isso parece impossível, mas é possível. Buscamos grandes idéias, mas o que precisamos é abrir o coração"."
IRRITAÇÃO - O FOGO DESTRUIDOR
IMPERIL
É um veneno expansivo que se espalha vagarosamente pelo sistema nervoso sempre que queimamos nossos corpos etéricos através da irritação. O Imperil interrompe os canais de eletricidade que fluem através da cadeia do nosso sistema nervoso. Uma vez que o sistema elétrico do corpo é bloqueado em vários lugares, e a eletricidade impedida ou cortada, sérios problemas físicos e psicológicos expandem suas raízes em nossa natureza.
Disfunções dos órgãos e glândulas
Campo propício para a proliferação de doenças
Em outros casos, quando as células têm excesso de energia para combater, tornam-se atemorizadas e hipertensas e desenvolvem tumores e câncer
Atuação em vários veículos
No plexo solar – problemas digestivos
Doença pouco enfattizada que está em toda parte, se esconde sob muitas formas e invade o nosso sistema com várias desculpas lógicas
Causas:
Ø Agitação do corpo astral (filmes ou livros sobre violência, crimes ou assuntos tensos. Raiva intensa por alguém ou perda de apoio de alguém em quem nos escorávamos).
Ø Stress de temperamento: usa a força de vontade para fazer o que você quer e se alguém não age de acordo perde a calma e produz abundância de Imperil.
Ø Ódio, desamor, contínua rejeição a uma pessoa, grupo ou idéia – o ódio obscurece a visão e provoca curto circuito no sistema vital de energia. Desamor e rejeição provocam esse veneno a ponto da pessoa perder o magnetismo e se transformar num instrumento de ataque ou isolamento. O preconceito também cria certos padrões de substância mental e emocional que causam irritação quando confrontados com horizontes mais amplos de novos conceitos.
Ø A sensação de se estar sendo vítima de abuso, enganado ou explorado.
Ø Reação a coisas que não se ajustam à própria maneira de agir – ressentimento.
Ø Pensamentos de vingança ou planos de destruição – gerações de pessoas são envenenadas por tal rumo de vida. O passado as controla e o presente não permite a visão clara do futuro devido ao sentimento de vingança.
Ø Crítica e discussões são as mais comuns maneiras de produzir irritação em si e nos outros. A crítica agita o corpo emocional e a bisbilhotice carrega o corpo astral com a polarização negativa. O Imperil é um dos maiores consumidores de energia física – ele exaure e debilita o organismo humano. O oposto, gratidão, estima etc, encoraja e provém de boas energias doadoras de saúde.
Ø Egoísmo, auto-suficiência e auto-satisfação são as doenças mais disseminadas no planeta e grandes fontes de Imperil. Tudo isso é contrário a evolução que sugere a inclusividade, a generosidade e a valorização do grupo.
Ø Queixas: queixar-se é um atrito emocional mental. Destrói o magnetismo e inunda a natureza de Imperil. Atraem para si problemas.
Ø Ingratidão: é sinal de estar sendo atacado pelo Imperil. Os mestres recomendam nos mantermos afastados das pessoas ingratas, porque o veneno delas pode nos atingir e contaminar nossa aura.
Ø Exigência e intolerância: um espírito exigente, coercitivo e intolerante pagará alto preço para recuperar a saúde. Uma exigência é uma força de propulsão que, quando não satisfeita, bate e retorna à fonte. Coação é a imposição da vontade de alguém sobre os outros. A intolerância é um constante exercício de pressão de sua vontade sobre os outros, tentando modificar o seu modo de viver e praticar a devoção.
Ø Complexo de inferioridade: A pessoa se identifica com seus fracassos e deficiências e passa a achar que os outros são mais bonitos, tem mais sucesso e são melhores do que ela. Sente-se rejeitada, criticada e tenta afastar-se das pessoas para não sentir sua inferioridade.
Ø Impaciência e ansiedade: causam mais doenças do que se pode imaginar. Na impaciência, nossa aura se distende e se torna disforme. Então o corpo emocional se agita, causando Imperil. A ansiedade ocasiona pressão sobre o corpo astral e etérico e sobre o sistema nervoso, produzindo Imperil.
Ø Distorção consciente dos fatos: causa grande tensão sobre os corpos sutis. Com a distorção consciente há quebra da harmonia natural do sistema energético nos corpos emocional e mental. Isso cria pressão que se transforma em medo e dúvida e depois em irritação.
Ø Intensificação do corpo astral: prática sexual excessiva, drogas alucinógenas, música de discoteca, rock. Esses tipos de música paralisam o sistema mental e levam ao esgotamento moral e físico. Mestre El Morya diz: “As emanações de irritação impedem a entrada dos pensamentos que Nós enviamos, assim como um toque não pode ser sentido pelo ouriço”.
Ø Barulho: leva a sérios problemas psicológicos, crimes, divórcios e suicídios.
§ Audível: som caótico que não tem qualquer significado ou finalidade.
§ Inaudível: vem das formas feias, cores desarmônicas, ondas de rádio e tormentas eletromagnéticas. O barulho penetra nos corpos sutis, mutilando as estruturas sutis dos corpos atômicos.
Importante: O barulho tem um efeito desintegrador sobre a mente. Ele gera um curto-circuito na linha de influência ou inspiração espiritual. Grandes idéias não podem alcançar um homem quando ele está repleto de irritação ou Imperil. Líderes e dirigentes de grupos são desaconselhados pelos Mestres a viverem retirados das grandes turbulências para facilitar a conexão.
A irritação emana do corpo como ondas de força distorcida, cheiro, odor e transpiração. Cria uma esfera estagnada a nossa volta impedindo que as ondas de Luz e sabedoria nos alcancem e sejam registradas por nosso coração e mente. Muitas vezes o plexo solar excessivamente ativado e aberto capta essas ondas de luz e devido às pesadas camadas de Imperil e irritação as distorce e as traduz conforme sua fantasia em mensagens pessoais enviadas pelos Grandes Seres.
Pessoas irritadiças devem ser evitadas. Elas contaminam a atmosfera do ambiente em que vivem e todos os objetos que tocam. Por isso a tradição de não permitir a entrada de pessoas estranhas nos santuários.
Formas de transmissão:
v Mau olhado (frutas ficam sem sabor, a água fica amarga e objetos quebram).
v Ato sexual e beijo na boca. A energia do desejo canaliza Imperil para o outro parceiro.
v Aperto de mão. Sapatos, meias, toalhas etc ficam completamente contaminados. Por isso deve-se fazer a desmagnetização de objetos usados.
v A água não transmite Imperil, ela o aprisiona. Mas se alguém bebê-la vai ficar contaminado.
v Rostos bonitos, pessoas bem vestidas não são sinônimo de isenção do Imperil.
v Orientais pesquisam antes de adquirir um imóvel; compram, muitas vezes, mesmo que não satisfaçam suas necessidades. Às vezes os problemas surgem quando mudamos para uma casa nova.
v Bibliotecas estão cheias de Imperil.
Pensamentos e sentimentos são forças. Imperil no ambiente é uma força contagiante que penetra nos objetos.
Condições perigosas:
v Bloqueio da eletricidade vital na rede do mecanismo
v Mal funcionamento dos centros e glândulas
v Crescimento excessivo das células para obter energia
v Inanição das células e degeneração do corpo
No plano mental:
v Insanidade
v Negatividade
v Ânsia pelo crime
v Depressão
v Impulsos suicidas
v Isolamento
v Aprovação
Proteção contra o Imperil:
v Rosas
v Cevada – purifica e fortifica os pulmões danificados pelo Imperil
v Alegria
v Amor
v Reconhecimento da divindade nos outros
Entenda o que acontece quando estamos apaixonados.
Nesta viagem pelo corpo humano, começamos no útero de nossas mães, demos os primeiros passos, atingimos a puberdade, a adolescência e nos tornamos adultos.
Podemos encontrar o amor em qualquer lugar, até no trabalho. De repente, alguém nos parece muito mais interessante do que os outros. Os românticos dizem que estar apaixonado é um capricho do coração. Mas, na verdade, o segredo da paixão se acha guardado no interior, lá no fundo de nosso nariz.
No nariz, os nervos olfativos fazem mais do que reconhecer os cheiros dos ambientes. Sem percebermos, eles também detectam e analisam as características de uma substância química liberada junto com o suor das pessoas que nos cercam: os ferormônios.
Por incrível que pareça, os ferormônios carregam informações detalhadas sobre nossa genética, saúde e capacidade de resistir a doenças.
Na hora da paquera, o cérebro analisa esses sinais para nos ajudar a escolher a pessoa com os melhores genes, que aumentem as chances de sobrevivência dos filhos que estarão por vir.
Apaixonar-se é muito mais do que viver emoções intensas. A paixão é química. Quando avistamos a pessoa querida, liberamos adrenalina na circulação. Por trás de um olhar apaixonado, está sempre uma descarga de adrenalina. O coração bate descompassado. Perdemos o sono.
Na medida em que o namoro avança e nos arrebata, entra em cena a dopamina, um neurotransmissor que nos traz sensação de bem estar. A dopamina é tão potente quanto a cocaína. Ela nos leva à euforia e causa dependência. Queremos ficar cada vez mais perto da pessoa amada.
Ocasionalmente, depois de um tempo juntos, pensamos em atingir os estágios mais profundos da relação amorosa: compromisso, casamento e, quem sabe, filhos. Apostamos em um relacionamento para durar a vida inteira. E, quem diria: até nossas futuras bodas de ouro dependerão de substâncias químicas.
O relacionamento íntimo e duradouro só existirá se a química for favorável. Sexo não é apenas uma fonte de prazer ou um meio de ter filhos. Sexo causa encantamento e reforça a ligação entre os amantes.
Durante o orgasmo, nossas hipófises inundam a circulação com ocitocina: o hormônio que estreita laços afetivos. É o mesmo hormônio que liga o bebê à mãe. Quanto mais sexo, mais ocitocina, mais ligados à outra pessoa nos sentimos.
Alguns antropólogos acreditam que a ocitocina é a grande responsável por manter pais e mães unidos, enquanto criam os filhos. União importante para garantir a sobrevivência das crianças. Sem ela, talvez a espécie humana não teria chegado aos dias atuais.
"De repente eu vejo"
(Essa é a tradução de uma musiquinha estúpida que tá bem na modae que é bem útil nas horas dominicais de alívio dastensões! É terapêutido!)"Seu rosto é um mapa do mundo É um mapa do mundo Você pode ver, ela é uma garota linda Ela é uma garota linda E tudo ao seu redor é uma piscina de luz prata Pessoas que a sua volta sentem o benefício disso Isso faz você calmo Ela mantém você na palma da mão Refrão De repente eu vejo Isso é o que eu quero ser De repente eu entendo Porque diabos isso significa tanto para mim? Eu quero caminhar pelo mundo Você pode ouvir ela é uma linda garota Ela é uma linda garota Ela preenche cada esquina, como ela se fosse nascida em preto e branco Faz você ficar atento Quando você está tentando lembrar o que você ouviu Ela quer deixar você ligado no seu mundo Refrão E ela é mais alta de todas E ela está olhando para mim Eu posso ver seus olhos olhando uma página na revista Ela me faz sentir como que se eu fosse uma torre Uma grande e forte torre A força para ser A força para dar A força para ver Ela conseguiu a força para ser A força para dar A força para ver"
"Minha impressão é que as mulheres já nascem cheias de poder. A diferença é que algumas demoram para descobrir e outras disfarçam para não assustar...”
RALF SCHINKE, 48 ANOS, DESIGNER DE JÓIAS, CASADO, PORTO ALEGRE - p/ a revista Claudia
"Arres, me deixe lá, que em endemoninhamento ou com encosto o senhor mesmo deverá de ter conhecido diversos homens, mulheres. Pois não sim? Por mim, tantos vi, que aprendi. Rincha-Mãe, Sangue-d’Outro, o Muitos-Beiços, o Rasga-em-Baixo, Faca-Fria, o Fancho-Bode, um Treciziano, o Azinhavre... o Hermógenes... Deles, punhadão. Se eu pudesse esquecer tantos nomes... Não sou amansador de cavalos! E, mesmo, quem de si de ser jagunço se entrete, já é por alguma competência entrante do demônio. Será não? Será?
"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado".
Roberto DaMatta
Nos últimos anos, a vivência da perda irremediável conduziu-me a uma descoberta fora do comum. Levou-me ao entendimento que chorar é uma forma de rezar.
Choro, logo rezo; diria elegantemente um cartesiano. Rezo, logo choro; diria um estruturalista com gosto pelas esclarecedoras reversões que ajudam a descobrir dimensões ocultas; e a relativizar verdades e crenças estabelecidas. Relaciono-me de modo contraditório com todos que fazem parte de minha vida direta e indiretamente; de todos aqueles que, de algum modo, alcancei por minhas ações ou reações (que círculo imenso, Deus meu!); e logo compreendo que a todos e a cada um eu devo alguma coisa do mesmo modo que todos têm dívidas para comigo. No fundo, jaz soberano e, hoje em dia, um tanto envergonhado, o verbo amar que se desdobra em lágrimas e em palavras de agradecimento - de graças - de saudação, de confiança, de dor e de reconhecimento pela vida consciente da sua gratuidade e dos seus limites.O amor reconhecido nos faz ver que somos todos parte de uma pequena teia de elos sociais imperativos que, com o tempo, transforma-se num amplo oceano de laços opcionais. Por meio de marés imponderável, esse mar de conexões opcionais, transformam-se, por sua vez, em laços cruciais - do tipo: eu não vivo sem ela (ou ele), inventando a matéria-prima apanhada pela palavra saudade. Essa palavra-categoria luso-brasileira que, como nenhuma outra, convoca, reconciliando, choro e prece.
Dela, disse um Joaquim Nabuco relativizador e antropológico, sensível conhecedor das diferenças profundas entre sociedades e culturas, não o abolicionista e o político, para uma platéia americana no Colégio Vassar, em 1909:
"Mas como traduzir um sentimento que em língua alguma, a não ser na nossa, se cristalizou numa única palavra? Consideramos e proclamamos esse vocábulo o mais lindo que existe em qualquer idioma, a pérola da linguagem humana. Ele exprime as lembranças tristes da vida, mas também suas esperanças imperecíveis. Os túmulos, trazem-no gravado como inscrição: saudade. A mensagem dos amantes entre eles é saudade. Saudade é a mensagem dos ausentes à pátria e aos amigos. Saudade, como vedes, é a hera do coração, presa às suas ruínas e crescendo na própria solidão. Para traduzir-lhe o sentido, precisaríeis, em inglês, de quatro palavras: remembrance, love, grief e longing. Omitindo uma delas, não se traduziria o sentimento completo. No entanto, saudade não é senão uma nova forma, polida pelas lágrimas, da palavra soledade, solidão."
A marca desse estado, no qual até os afagos e o carinho dos amigos do coração tornam-se inúteis, é o choro como reza e a reza como choro. Pois em ambos está contida a experiência fundamental quando nos confrontamos com as situações fora de controle: com as negativas que nos roubam o pai, o filho, o cônjuge, o irmão e o amigo; ou com as moléstias que corroem as pessoas amadas. Reza e choro tentam responder aquele "porquê" aconteceu justamente conosco. Um "porquê" imperativo, desejoso de saber (para legitimar o que é percebido como mérito, pecado ou omissão) as razões do sofrimento; esse tema central na discussão dos sistemas religiosos realizada por Weber.
O choro-reza é tão verdadeiro para a criança que tem o chocolate negado pelos pais; quanto para o adulto que passa pela dor irremediável da perda de pessoas próximas. No soluço que nos sacode o peito e nos faz gemer de dor pela nossa condição de miséria e finitude, há o reconhecimento de que somos incompletos, perdidos, frágeis e fáceis de atingir porque tudo o que temos é relativo e passageiro.
Existe um sentido de humildade e de reconhecimento da perda de controle revelada no choro e na oração. Em ambas, há um render-se diante das frustrações do mundo ou da verdade muito mais perturbadora de que o mundo é mesmo um vale de lágrimas - um abismo arbitrário de frustrações e de perdas. Nas suas resplandecências, as lágrimas, como as rezas, deixam ver o que, ao fim e ao cabo, jamais iremos ter o que queríamos; que os outros não nos amam como gostaríamos que nos amassem; que não merecíamos sofrer aquele (ou este) golpe da sorte ou da vida; e que nada segue como nos romances, óperas, filmes e peças teatrais. Que, enfim, nem tudo é tão trágico ou nobre, mas que - como compensação - nada é tão feio ou sórdido porque tudo passa e os sinos dobram saudando, como diz Thomas Mann, o espírito da narrativa, ou essas lágrimas que no momento em que eu escrevo este texto, são derramadas pelo meu querido irmão Renato que morreu nesta última Sexta-Feira Santa.
Crônica publicada no Caderno 2 do O Estado de São Paulo, dia 2/4/2008.
Camões! Guimarães! Dorival Caymmi! Erich Fromm! Socorro!!! Alguém me ajuda a decifrar ou a colocar em palavras, ou ainda, tirar, deixar sair um pouco DISSO d mim, da inominável e ao mesmo tempo tão falada, banalizada (não! D jeito nenhum!) experiência do AMOR... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!!!!!! Só tenho vontade d gritar... (criança?)... e d fugir correndo ou d abraçar imenso o infinito e terno colo do meu amor (ter um é d uma alegria indolente! - como dizemos na peça). Parece q o único querer (ficar junto, junto, junto, sentindo uma presença enooorme, um todo preenchido!), se não acontece, desperta todos os quereres inversos numa tentativa coitada d armadurar-se (ou seria "amar-durar"?). Cria-se então uma outra sensibilidade, facilmente ferível tão quão facilmente encantável! Me espanta isso! Começam mais quereres. Os que eram simples ficam grandes qndo tem d se transformarem em provas d amor! E daí é o q se vê: falta o ar e o medo sobra qndo ele precisa ser negado d alguma forma. E me livro do machucar, brigar, magoar. Ôôôô... pára com isso! Uma raiva dolorida, q faria d td pra deixar d ser raiva, se desmancha depois d um carinho paciente, d uma atenção gratuita e fatalmente, diante d um olhar entregue! Inebriado! Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh faço d tudo por outro olhar daqueles! "Inebria, entontece... é fascinação, aaaaamor!!!" PUTA Q PARIU! É essa a terrível e poderosa sensação d vc faria d td, d td mesmo pelo primeiro querer. Q é mais fácil, lúcido até. A coragem é toda. Inabalável num tanto q vive as tristezas todas bem triste, mas cuma firmeza dura d bonita! E vou t falar: a minha coragem é "muito gentil e preguiçosa... Sempre só depois do final acontecido era q a gente reconhecia como tinha sido homem no acontecer." Amor... "a gente só sabe bem aquilo q não entende".
Tenho uma certeza certa: gosto. Não q eu goste d gostar, mas gosto. D um jeito (fico boba d ver!) quase... patriótico! Parece q com um num-sei-o-quê-de-quê q tô defendendo alguma causa! Nossa! Vamo fazer passeata na Paulistaaa!! Eeeeee!!! Dançando ainda! Com uma flor no cabelo!!! Num vestido romântico e com aquela cara patética e atitude deprimente d ridícula! Ah! Move as montanhinhas q eu cômodamente havia parado em nome d uma tranqüilidade construída (não falsa! verdadeira, só construída... não... CONQUISTADA eu diria). "E - engraçado dizer - a gente apreciava aquilo. Dava uma esperança forte." Tão bonito é qndo a gente vê a figura desejada. Q ridículo! É adorável: faz cósquinhas no peito! Hahahahaha... e se quer sumir logo em seguida, com medo d q não dê pra conter, q fique mais ridículo ainda e principalmente, q o dito cujo perceba... ahhhh pára com isso d novo! O maior desejo da boca é o beijo! Quem foi o infeliz q inventou esse comportamento (q se faz necessário! Me dá o tempo d achar uma serenidade prum olhar mais sensível, sincero, menos atropelado pra coisa) d se fazer d difícil?! Num é nem d se fazer d difícil, é não deixar escapar o todo do sentimento, parece q é deixar o ouro pro momento mais merecido. Nossa, cada uma... num sabia, mas é isso q a gente deve raciocinar inconscientemente pra fazer o jogo no amor. Q preguiça... mas sim, é saudável até certo ponto, estimula! Afinal, a renúncia amorosa é garantia d amor (meio) eterno. Ter saudade da pessoa qndo se está com ela! E eu tenho, as saudades todas, caprichadas! É cruel e macio... macio. Todas as músicas (das mais inspiradas às mais bocós) começam a fazer sentido! Hahahaha me divirto até com essa tontice toda! Aí, tirei a sorte né: "amor lindo e sorte bela, é o que diz o Cupido. Terás com muita fartura o que tiveres pedido." Quaraquaquá!!! Deus nos ouça sr. Cupido! Me ver diferentemente disposta do disposta pelo amor d outra coisa. Ou numa indisposição arrazadora q tbm difere da indisposição d uma simples má vontade ou dorzinha acolá. É tudo, no mínimo, mobilizador! Tô gostando até d gostar então. Mesmo com as inseguranças e juventudes (como os arrebatamentos graves d ansiosos) mas ainda com as sabedorias todas. E vou permanecer, sem parar e quieta, paciente e ativa, esperando e agindo, forte, do tamanho do meu gostar, pra continuar... gostando.
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
Soneto 11 - Luís Vaz de Camões
"Ele era a minha neblina... o que hoje eu não entendo, naquele tempo eu já sabia." - João Guimarães Rosa
"Para os erros há perdão;
Para os fracassos, chance;
Para os amores impossíveis, tempo..."
Poliamor
O poliamor como opção ou modo de vida defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com várias/os parceiras/os simultaneamente.
No Poliamor uma pessoa pode amar seu parceiro fixo e amar também as pessoas com quem tem relacionamentos extraconjugais ou até mesmo ter relacionamentos amorosos múltiplos em que há sentimento de amor recíproco entre todas as partes envolvidas. Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente.
O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. A idéia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação sexual.
Formas de Poliamor
Formas de Poliamor incluem:
- Polifidelidade, que envolve múltiplas relações românticas com contactos sexuais restritos a parceiros específicos do grupo.
- Sub-relacionamentos, que distinguem entre relações "primárias" e "secundárias" (um exemplo são a maioria dos casamentos abertos)
- Poligamia (poliginia e poliandria), na qual uma pessoa casa com diversas pessoas (que podem ou não elas próprias estarem casadas ou terem relações românticas entre elas).
- Relações em Grupo (no Brasil: "Relações Grupais") e casamento em grupo, em que todos se consideram associados de forma equalitária, popularizado até certo ponto por Robert A. Heinlein (em romances como Stranger in a Strange Land e The Moon Is a Harsh Mistress), por Robert Rimmer e ainda por Starhawk nos seus livros The Fifth Sacred Thing (1993) and Walking to Mercury (1997).
- Redes de relacionamentos interconectados, em que uma pessoa em particular pode ter relações de diversas naturezas e grau com diversas pessoas.
- Relações Mono/Poli em que um parceiro é monogâmico mas concorda com que o outro tenha relações exteriores.
- Os chamados acordos "geométricos", que são descritos de acordo com o número de pessoas envolvidas e pelas suas ligações. Exemplos disto incluem "trios" e "quadras", assim como as geometrias "V" e "N". O elemento comum de uma relação V é algumas vezes referido como "pivot" ou "charneira", e os parceiros ligados indirectamente são referidos como os "braços". Os parceiros braço estão ligados de forma mais clara com o parceiro pivot do que entre si. Situação contrastante com o "triângulo", em que todos os 3 parceiros estão ligados de forma equitativa. Um trio pode ser um "V" , um triângulo, ou um "T" (um casal com uma relação estreita entre si e uma relação mais ténue com o terceiro), e a geometria da relação pode variar ao longo do tempo.
Algumas pessoas em relações sexuais e/ou emocionais exclusivas podem mesmo assim auto-intitular-se de poliamorosas, se tiverem laços emocionais relevantes com outras pessoas. Adicionalmente, pessoas que se descrevem como poliamorosas podem entrar em relações monogâmicas com um determinado parceiro, quer por terem negociado a situação, quer por se sentirem bem com a situação monogâmica com aquele parceiro em particular.
"Relações Abertas"
Uma Relação Aberta indica uma relação (usualmente entre duas pessoas) em que os participantes são livres de terem outros parceiros; se o casal que escolhe esta alternativa é casado, então é um casamento aberto. "Relação aberta" e "poliamor" não são sinónimos. Em termos genéricos "aberto" refere-se a questões sexuais de uma relação não-fechada, enquanto que o poliamor envolve a extensão da relação ao permitir que se criem laços (que podem ser sexuais ou de outra natureza) como complemento da relação estável:
- Alguns relacionamentos definem regras restritas (e.g. polifidelidade); estas relações são poliamorosas, mas não abertas.
- Alguns relacionamentos permitem sexo fora da relação primária, mas não uma ligação emocional (e.g. como no swing); estas relações são abertas, mas não poliamorosas
- Alguns poliamorosos não aceitam as dicotomias de "estar numa relação/não estar numa relação" e "parceiros/não parceiros". Sem esta separação não faz sentido classificar uma relação de "aberta" ou "fechada".
- Alguns poliamorosos consideram o "poliamor" como a sua orientação filosófica -- acreditam ser capazes e desejosos de terem múltiplos amores -- enquanto que o termo "relação aberta" é usada de uma forma logística: ou seja, uma forma de implementar ou expressar o seu poliamor. Desta forma diriam de si próprios "Eu sou uma pessoa poliamorosa; o meu parceiro principal e eu temos uma relação aberta (com as seguintes regras base)..."
Outras formas não-monogâmicas (e não necessariamente poliamor) de relacionamento estão listadas em poli relacionamento.
Filmes
"Poliamore" (Português: Poliamor) (http://www.poliamore.com) Longa-Metragem produzida pela Produtora Groovy Filmes (http://www.groovyfilmes.com) em co-produção com Brasil, México e Argentina, de Rodrigo Rueda Terrazas, Mariana Pedroza e Frandu Almeida (2006)
"Y tu mamá también" um filme de Alfonso Cuarón (2001) ((en)) Y tu mamá también no Internet Movie Database
"Demasiada Carne" (PT), "À Flor da Pele" (BR) um filme de Pascal Arnold e Jean-Marc Barr (2000) ((en)) Too Much Flesh no Internet Movie Database
A Última Tentacão de Cristo um romance de Nikos Kazantzakis (1966), filme de Martín Scorcesse (1988) ((en)) The Last Temptation of Christ no Internet Movie Database
"Threesome" (Português:Três formas de amar) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Threesome_%28filme%29) link da própia wikipedia, lançado em 1994, teve a direção de Andrew Fleming.

No poliamor, a pessoa tem mais de um relacionamento
Eles permitem-se mais de um relacionamento amoroso simultâneo, não vêem o sexo como a base de uma relação, seguem o impulso natural do ser humano de se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo e não sentem ciúme. Se você acha que esta descrição parece mais um roteiro de comédia romântica se enganou. Trata-se de uma real e diferente maneira de amar chamada de "poliamor", que descreve relações amorosas que recusam a monogamia como princípio ou necessidade.
A advogada Lindsay Sallete Custódio, 27 anos, afirma ser uma poliamorista assumida, já que sempre foi contrária à monagamia. De acordo com ela, uma só pessoa não é capaz de complementar a outra em todos os aspectos e nem pode ser obrigada a carregar esta responsabilidade ao longo da vida.
"Já permiti que um ex-namorado tivesse um relacionamento com outra pessoa. Também não me incomodaria, nem me sentiria culpada, em conhecer outra pessoa, assim como adoraria que aceitassem o fato de eu poder me relacionar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo", conta a advogada. "Sei que a maioria das pessoas não aceita este tipo de comportamento, seja por razões religiosas ou devido à errônea crença de que amor requer exclusividade", acrescenta.
Segundo a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora do livro A Cama na Varanda, que possui um capítulo dedicado especialmente ao sentimento poliamorista, o amor romântico, calcado na idealização de que uma pessoa pode completar outra e que os dois parceiros vão se transformar numa só pessoa, está saindo de cena e levando com ele a exigência de exclusividade, resultando no chamado poliamor.
Regina explica que os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. "Para eles, o poliamor pressupõe uma total honestidade dentro da relação", conta a psicanalista e sexóloga.
Para o músico Ernesto* (que não quis revelar seu nome verdadeiro), 28 anos, o poliamor é um treinamento para liquidar o ciúme possessivo. "É uma alternativa de relacionamento diante dos padrões que ainda seguimos", declara o músico.
Casado há três anos e três meses, Ernesto* conta que apesar de ter muita simpatia por este tipo de relacionamento e de conversar exaustivamente com a sua mulher sobre o assunto, eles ainda não conseguiram se tornar um casal "poliamorista praticante", embora julguem ter uma liberdade bem maior do que os casais tradicionais.
"A maior vantagem do poliamor é a sinceridade. Ser sincero com você mesmo e com seu parceiro. As pessoas se dividem em dois grupos: as que traem e as que não traem mas sentem vontade. No primeiro caso, você está mentindo para a pessoa com quem deveria ser o mais leal possível. No segundo caso, você está sendo desleal com você mesmo. Se você ama uma pessoa incondicionalmente, quer que ela seja feliz", diz Ernesto*.
O escritor e consultor de Recursos Humanos Igor Rafailov concorda que no casal poliamorista há mais negociação e cumplicidade. "O amor não necessita ser monopolizado na monogamia. No poliamor você tem clareza dos sentimentos, paz de espírito afetivo e está longe da solidão sempre, além de reduzir as frustrações e magoas nas relações", comenta Rafailov.
A escritora Regina Navarro Lins conta que o poliamor existe como movimento organizado nos Estados Unidos há mais de 20 anos. Ela ainda explica que em novembro de 2005 foi realizada a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor em Hamburgo, Alemanha.
Segundo Regina, um dos principais motivos para que o poliamor ganhe cada vez mais adeptos é porque um amor baseado na amizade e no companheirismo está surgindo, além de que a cada dia há menos idealização do outro e você pode se relacionar com a pessoa do jeito que ela é. "Sem a idéia de encontrar alguém que te complete, abre-se um espaço para outros tipos de relacionamento, com a possibilidade de se amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo", enfatiza Regina.
Não existe idealização do parceiro
Uma pessoa poliamorista não aceita a idéia de que o parceiro possa completá-la de todas as maneiras e nem mesmo que os dois vão se transformar numa só pessoa. Por isso não exige exclusividade nas relações
O poliamor pressupõe honestidade
Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. Para eles, o poliamor pressupõe uma total honestidade dentro da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela.
O poliamor vai além da relação sexual
A idéia principal do poliamor é admitir uma variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão além da mera relação sexual. Para os poliamoristas o sexo é visto apenas como complemento secundário e o relacionamento amoroso como o fator primordial para que a pessoa se sinta muito mais feliz e completa.
Poliamor é diferente de poligamia
Poligamia é o casamento de uma pessoa com várias outras simultaneamente. Poliamor é você amar e ser amado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
O poliamor requer controle do ciúme
Para os poliamoristas, o amor não precisa ser monopolizado na monogamia. É um exercício diário para aprender a lidar com o ciúmes e saber dividir o relacionamento com várias pessoas ao mesmo tempo.
No poliamor não existe o conceito de traição
Traição, na opinião dos praticantes do poliamor, é sinônimo de posse, e amor verdadeiro não requer possessividade e sim liberdade. O fato do parceiro vir a se sentir atraído ou até mesmo amar outra pessoa não significa que esteja deixando de amar seu primeiro companheiro e sim que encontrou em outra pessoa outra característica que lhe agrada e que o complementa
Vantagens do poliamor, segundo os poliamoristas
Redução de estresse (já que não é preciso mentir para ter o outro em sua vida). Pode-se fazer economia doméstica, já que a relação pode envolver mais de duas pessoas. Maior satisfação sexual, aprendizado de tolerância, clareza dos sentimentos, paz de espírito afetivo e educação conjunta de filhos.
Desvantagens do poliamor, segundo os poliamoristas
A casa fica maior, é necessário ter habilidade de negociação, aprender a lidar com o repúdio e incredulidade social, nem sempre é fácil liquidar o ciúme e o sentimento de posse.
Ah, diaba! Sempre inspirador esse nosso amigo Guimas... Só sei q esse tal de amor só pode vir mesmo de... read more
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